Prêmio Robert F. Kennedy Human Rights
Sobre o Prêmio

O Prêmio Robert F. Kennedy Human Rights identifica e homenageia aqueles que personificam a convicção de Robert F. Kennedy de que o poder da coragem moral individual pode superar a injustiça. A cada ano, convidamos o público a nomear campeões excepcionais de coragem moral que resistem à opressão, mesmo com grande risco pessoal, na busca não violenta dos direitos humanos. 

Nos últimos 37 anos, o Prêmio Robert F. Kennedy Human Rights reconheceu 38 ativistas e organizações excepcionais de 30 países. Os homenageados recebem um prêmio de $30,000, mas o que diferencia este programa de outros prêmios é que eles também recebem apoio contínuo para seu importante trabalho por parte do RFK Human Rights por meio de litígios estratégicos, treinamento e capacitação, e defesa perante a governos, organizações internacionais e outras instituições.

Junte-se a nós no dia 22 de outubro de 2020 para o Prêmio de Direitos Humanos!

Junte-se a nós em uma cerimônia virtual e um painel de discussão para homenagear nossa laureada de 2020, Alessandra Korap Munduruku, por seu trabalho em defesa da cultura, meios de subsistência e direitos dos povos indígenas no Brasil.

A Alessandra será homenageada em uma cerimônia virtual na quinta-feira, dia 22 de outubro, às 18h00 EDT. O evento é gratuito e aberto ao público. Registre-se aqui. 

Kerry Kennedy apresentará o prêmio, que será seguido por um discurso do ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, sobre as inúmeras ameaças e desafios que as comunidades indígenas enfrentam em todo o mundo. Andrew Revkin, diretor do Earth Institute na Columbia University, moderará em seguida uma discussão sobre o trajeto adiante para as comunidades indígenas no Brasil com um estimado painel de especialistas:

  • Juarez Saw Munduruku, Cacique da Aldeia Sawre Muybu
  • Maria Leusa Cosme Kaba, Líder das mulheres Munduruku
  • Antonia Urrejola, Relatora sobre os Direitos dos Povos Indígenas e Comissária da Comissão Interamericana de Direitos Humanos
  • Francisco Cali-Tzay, Relator Especial da ONU para os Direitos dos Povos Indígenas
  • Christian Poirier, Diretor de Programa da Amazon Watch 
  • Sebastião Salgado, Fotógrafo documental franco-brasileiro premiado
Sobre a laureada de 2020

Alessandra Korap Munduruku, 36 anos, nasceu na aldeia Praia do Índio, no município de Itaituba (Pará), Amazônia Brasileira. Defensora de direitos humanos e liderança do povo Munduruku do Médio curso do rio Tapajós. Ela também atuou como professora de ensino infantil entre os anos de 2014 e 2015 e foi coordenadora da Associação Indígena Pariri entre 2017 e 2018. 

Ela é chefe das mulheres guerreiras Munduruku do Médio Tapajós, assessora da Associação Pariri e acompanha os caciques e lideranças na defesa do território, do rio Tapajós e da Amazônia. Como liderança, atua na defesa dos direitos indígenas, notadamente na luta pela demarcação das Terras Indígenas e contra grandes projetos do governo que afetam os territórios indígenas e tradicionais na região do Tapajós. Ela participou de diversas manifestações e incidências políticas em Brasília, como a suspensão da construção de uma grande hidrelétrica. A Alessandra liderou as ações políticas que impediram a realização de audiência pública para discutir projetos de concessão florestal em território indígena e tradicional aos quais estão sobrepostas as florestas nacionais. Seu ingresso na Graduação em Direito, na Universidade Federal do Oeste do Pará, em 2019, faz parte da estratégia do povo Munduruku de utilizar ferramentas dos pariwat (brancos) na defesa e gestão autônoma de seu território. Ela constrói e articula local e nacionalmente a luta pela garantia dos direitos dos povos indígenas, seja nos espaços políticos do povo Munduruku, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e de outros movimentos indígenas e tradicionais, seja na universidade e em eventos e audiências.